23/04/2015

Cris Komesu | Mesa Brasil

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A Coop e o Mesa

Na Coop (Cooperativa de Consumo) de Ribeirão Pires, os itens que saem da loja por terem perdido o valor comercial são guardados e redistribuídos em prateleiras de acordo com o tipo: os alimentos ficam separados de produtos de limpeza e outros gêneros, os que necessitam refrigeração têm lugar reservado na geladeira e as embalagens com pequenos defeitos são cuidadosamente reparadas. Isso tudo para garantir que as doações permaneçam em condições ideais para o consumo quando o caminhão do Mesa Brasil do Sesc Santo André chegar para a coleta.

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Só no primeiro trimestre de 2015, as unidades da Coop do Grande ABC doaram cerca de 15 toneladas ao Mesa Brasil. São hortifrútis, gêneros como arroz e feijão, leite em pó e iogurtes, entre os mais variados produtos que chegam à mesa de milhares de pessoas atendidas pelas instituições cadastradas na região.

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Mas não foi sempre assim. A parceria com o programa começou em 2007, em São José dos Campos, e em seguida se estendeu à região do Grande ABC. E para alcançar os resultados atuais, o esforço dos funcionários de cada loja da Coop na destinação dos alimentos teve – e continua a ter – um papel fundamental. Um exemplo é a trajetória de Leonardo Pimenta, hoje supervisor de gerenciamento de resíduos da unidade de Ribeirão Pires. Ele começou na Coop fazendo cartazes e destacou-se ao desenvolver um trabalho sustentável com os descartes da loja. Passou então a fazer a triagem dos produtos que seriam doados ao Mesa e foi o responsável por otimizar toda a logística do processo: “a gente começou a organizar melhor os produtos que vinham da loja: os secos separados dos líquidos, o orgânico separado do que seria reciclado. Assim que iniciamos esse trabalho, aumentaram as doações”, descreve.

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A ação cuidadosa de Leonardo foi o que, em grande parte, garantiu que cada vez mais alimentos permanecessem preservados, fora de contaminação e prontos para serem consumidos. Tudo isso porque houve uma identificação real com o projeto: “cheguei a conhecer as instituições que recebem as doações e me emocionei com o trabalho do Mesa. O projeto agregou à minha vida não só na função dentro da empresa, mas também no lado pessoal. Comecei a ter uma visão mais ampla do impacto desse trabalho como ser humano”, conta.

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(Fotos: Sergio Pinto Cruz)

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