28/07/2016

Cris Komesu | Mesa Brasil

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Por mais cor e saúde

O amarelo da batata, o vermelho do tomate, o verde da alface, o laranja da abóbora: um prato colorido não é só mais bonito, mas também muito mais saudável. “As cores dos alimentos indicam a presença de uma variedade de vitaminas e minerais importantes para o funcionamento do nosso corpo”, explica a nutricionista e coordenadora estadual do Mesa Brasil, Luciana Curvello.

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Mas nem sempre é fácil trazer tanta diversidade para a refeição, não é? Seja pela correria do dia a dia, pela dificuldade de acesso aos hortifrutis frescos, ou até o preço dos alimentos. Se pensarmos na realidade das instituições sociais brasileiras, essa dificuldade fica ainda mais evidente. “As situações de insegurança alimentar que mais encontramos hoje no Brasil são a ‘fome oculta’ e a obesidade, causadas pela má alimentação. A fome oculta acontece quando as pessoas têm acesso a alimentos em quantidade suficiente, mas nutricionalmente pobres”, afirma Luciana.

Por isso, o programa faz um esforço diário de levar sempre frutas, verduras e legumes até as instituições, ajudando a colorir os pratos de crianças, adultos e idosos em creches, abrigos, casas de repouso e albergues que muitas vezes não conseguem oferecer a diversidade que gostariam com recursos próprios.  “O Mesa Brasil mudou muita coisa na nossa vida. Os meninos atendidos aprenderam a comer muitas verduras e legumes que nem conheciam”, conta a cozinheira Maria da Conceição dos Santos Alves, cozinheira do Centro dos Hemofílicos do Estado de São Paulo (Chesp).

Rúcula, rabanete, berinjela, acelga, alho poró, escarola e couve são alguns dos alimentos distribuídos. Com o Centro de Captação e Armazenagem (CECAM), o programa consegue ainda reunir grandes doações e distribuí-las entre as cidades atendidas. Em julho, toneladas de melão e melancia doados foram selecionados e levados até as instituições cadastradas nas 13 unidades do Mesa no estado.

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Uma parte dessas frutas chegou até o Hospital São Camilo, em Campos do Jordão, que atende pacientes do SUS em situação de vulnerabilidade social, para tratamento de tuberculose. “Muitas vezes não temos condições de comprar frutas diferentes, como as que vêm das doações. Aqui, eu faço a previsão de compras depois que recebemos o caminhão do Mesa. Assim, vejo o que já temos e posso destinar o recurso para comprar outros tipos de alimentos”, diz o nutricionista Denis Gonçalves.


Denis, aliás, tem uma relação de longa data com o Sesc – ainda durante a faculdade foi estagiário do Mesa Brasil em Taubaté. Ao se formar, começou a trabalhar no hospital e incentivou a parceria. Com as doações que começaram a chegar, ele colocou em prática os princípios do programa na cozinha da entidade: o combate ao desperdício e o aproveitamento integral dos alimentos. Com a entrecasca do melão e melancia, fizeram geleias. A casca também foi aproveitada para preparar cocadas e a polpa, congelada para virar suco. “Ter uma boa alimentação é importante para que os pacientes ganhem peso e, com repouso e medicamento adequado, possam recuperar a saúde”, diz.

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